Audrey Landell é artista plástica, performer, psicocriadora, psicóloga, psicanalista e ativista. Seu campo de pesquisa e criação envolve as fronteiras da arte com outros territórios. Estudou Artes por um ano na Faculdade de Belas Artes (1990) e graduou-se em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica – PUC, em São Paulo (2000). Seguiu seus estudos por mais quatro anos na mesma universidade, freqüentando como aluna convidada o Núcleo de Pós Graduação em Estudos das Subjetividades (2006 a 2010), com os professores Peter Pál Pelbart e Suely Rolnik. Posteriormente, participou da Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, na Universidade do Estado de São Paulo – USP (2014), no curso Escrituras Performativas: Pesquisa e Experimentação, ministrado pelo professor Artur Matuck. Foi assistente do escultor Israel Kislansky por oito anos e freqüentadora dos ateliês de alguns artistas que contribuíram presencialmente com seu processo de criação, como Rubens Matuck, Evandro Jardim, Jaime Prades, Ioli de Natali, Carlos Fajardo, Naira Cioti, Hernani Dimantas e, mais recentemente, Sergio Finguermman. Em 2005, inaugurou o ateliê Aletheia, onde passou a orientar atividades e grupos de processos de criação e escultura, entre outras atividades culturais que acontecem no espaço com outros artistas. Fez alguns ensaios como curadora de trabalhos de artistas iniciantes e coordenou exposições. Em 2018, foi idealizadora e curadora da exposição de artes Invisibilidades Emergentes, no Instituto casa Miani.
 
Exposições:

•    IV Catálogo Solidário Kislansky :Entrelinhas e Línguas da terra (2020)
•    Casa Japuanga – Circuitos e Proposição para o vento (2019) São Paulo (SP)
•    Ateliê Kislansky: Cápsulas de Reconexão, Incubadora Rosa e Esculturas da Série Onírica (2018). São Paulo (SP).
•    SENAC Performance: Parede sobre parede
•    Secretaria da Justiça: Instalação: Onde está sua voz? e Eu disse não! (2018). São Paulo (SP).
•    Defensoria Pública: Instalação: Onde está sua voz? (2017). São Paulo (SP).
•    V Arte da Vila: Ateliê Audrey Landell 
•    Simpósio Multidisciplinar de Meta-autoria (2016): Paris (FR).
•    Casa Eliane de Grammont. Instalação: Eu disse não! (2016). São Paulo (SP).
•    Teatro da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Performance: Descrituras (2015). São Paulo (SP).
•    Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC). Performance: Helpo-en (2015). São Paulo (SP).
•    Galeria Verve. Retrospectiva e instalação: Regência de sonhos (2014). São Paulo (SP).
•    Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. Arte -encontro: Corpo; instalação: Sudário; e performance: Sala de leitura (2012). Belo Horizonte (MG).
•    Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Incor – Instituto do Coração. Performance: Qual a sua dor, doutor(a)? (2011-2013). São Paulo (SP).
•    Centro de Convenções Rebouças – V Congresso Interdisciplinar de Dor (Cindor), da USP. Instalação: Ateliê Aletheia – inspiração artística e processos clínicos. (2011). São Paulo (SP).
•    Espaço cultural do SESC Casa do Comércio – 4X4+1. Esculturas: séries Híbridos e performance: 36 toques (2011). Salvador (BA).
•    Bar Balcão. Ocupação na laje: Pintura dos espelhos e Ancestrais (2011). São Paulo (SP).
•    Espaço Cultural Bahvna – 4x4+1. Instalação: Umaeum e performance: Caderno de exposição (2010). Salvador (BA).
•    Ateliê Aletheia – Registros. Instalação: Suporte-se e fale consigo e performance: Protótipo (2010). São Paulo (SP).
•    Salão Pavilhão do Imigrante e Casa do Restaurador. Instalação: Pintura (2009). São Paulo (SP).
•    Cooperativa dos Artistas Visuais de São Paulo – Ateliê Gustavo Freiberg. Esculturas: série Oníricos (2006). São Paulo (SP).
•    Instituto Ação Educativa – Consciência e paz. Esculturas: série Oníricos (2005). São Paulo (SP).


A produção de Audrey Landell, iniciada em 1990, traz novos agenciamentos da arte com proposições relacionais que envolvem a participação do público. 

Iniciou como escultora figurativa com uma série de trabalhos que traziam uma expressividade na fronteira do expressionismo com o surrealismo. A pintura veio logo em seguida, produzindo trabalhos com uma linguagem abstrata e com suportes e procedimentos inusitados que envolviam moldes, contornos e carimbos de parte do corpo dos participantes, assim como o reflexo e a transparência do público espectador durante as exposições, para que a obra se completasse.

Entre 2007 e 2009, se interessou pelo campo experimental e junto com um grupo de 8 pessoas convidadas coordenou um processo de investigação e cartografia dos incômodos do corpo.
   
Entre 2009 e 2013, cria seu primeiro protótipo com uma vestimenta performática participativa, dando seqüência a mais três vestimentas que trataram de interfaces entre público – privado no espaço clinico psicanalítico, na intimidade do casal , nas escrita digital e manual  e entre a dor dos médicos, pacientes, a instituição Hospitalar Pública e o espaço urbano. Paralelamente, nesse mesmo período, constrói cinco instalações. 
 
Foi contemplada com o primeiro lugar no prêmio Maimere, com a sua primeira instalação, Pintura, e faz a primeira residência artística no exterior por 40 dias.


Entre 2014 e 2016, cria oito novas instalações e 3 vestimentas performáticas participativas, três delas envolvendo o primeiro centro de referência da mulher na capital Paulista, com a co autoria do grupo de mulheres em situação de violência doméstica e outras quatro mulheres vinculadas a instituições de ensino superior em espaços culturais.

A partir de 2017 até julho de 2020, seu trabalho integra proposições que se completam com o meio ambiente, resultando em mais nove instalações.

No período da pandemia de 2020, durante o isolamento na quarentena, Audrey iniciou processos novos, alguns finalizados como a instalação sonora Folhas da Quarentena, que concorre ao prêmio da Funarte, e outros que continuam em andamento.

A trajetória de Audrey Landell é rizomática. Seus trabalhos se misturam o tempo todo, como uma teia, uma trama  ou um diagrama. Os fios se conectam de forma hibrida, cartográfica, encobertos como túneis no tempo.