Suporte-se Casal (2013)

Suporte-se Casal são moldes do entrelaçamento do corpo da artista com o seu marido, transformados em instalação. A proposição pretendeu ativar a sustentabilidade relacional do encontro, na época em crise, com a criação de procedimentos que interferissem e sensibilizassem as regiões que eram percebidas sem fluxo de vida.


Essa obra faz parte de uma ritualização que a artista fez com seu casamento, na perspectiva artística de um Programa Experimental com cinco camadas propositivas.

 

A obra Suporte-se Casal é a terceira dessas camadas e se insere como arte relacional, sobre o fundamento do filósofo Bourriaud, na capacidade de afetar e ser afetado, de se abrir ao outro sem restrições.  


Durante quatro horas, ao longo de quatro dias, o casal permaneceu conectado por um molde que envolvia os dois corpos. Era uma espécie de construção do corpo sem órgão, uma prática descrita por Deleuze, em que a experimentação acontece no momento do empreendimento – provocando assim uma separação entre o corpo e o organismo, com o estabelecimento de uma nova regência, sem exterioridades definidoras. No final do processo, as peles foram trocadas, a de dentro se expõe e a de fora se esconde. 


Posteriormente, a instalação de corpos em fibra de vidro se torna suporte para a pintura, ganhando camadas de tinta em diferentes tonalidades de azul, como a relação do casal que tem várias nuances.

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Performance participativa

13.1 Preparação da instalação

13.1 Preparação da instalação

13.1 Casal azul

13.1 Casal azul

13.1 Casal azul